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Ainda ontem

Ainda ontem, Senhor

Era mui imperfeito, escondido na ignorância quase absoluta

Mas depois de muita labuta

Me resgataste de mim

Eu que em tua presença

Revivia aquela sentença

Chamando-te de traidor

Traidor da lei, dos costumes, do pensamento geral

Não sabia

Que enquanto sofrias

Ascendias ao Reino Celestial

Tive amores

Cultivei tantas dores

Que pensei não me livrar do mal

Mas tu, Divino Pastor

Não me abandonou

Esteve ao meu lado e aguardou

Mostrou-me a Lei

Abriu-me a visão

Já não me resta mais dúvidas

Nem incompreensão

Seguirei a ti, Querido Irmão

E no holocausto de Amor

Lembrarei das lições do Monte Tabor

E me reconfortarei

Pois a vida estua

E saga continua

De aprender a viver, a conviver, a crescer

Ensina-me a ser reto

De conduta cristã

Que minha bandeira

Seja o Amor

Mas também o perdão

E o cuidado fraterno a sociedade, em multidão

Revivendo os teus dias

Não negligenciarei mais

Não abdicarei

Nem perjurarei

Mas, Rabi

Sabes a fraqueza que guardo em mim

Se ainda assim

Na carne em provação

Eu esquecer de ti

Te peço, Senhor

Adiciona para mim a expiação

Porque dor nenhuma é pior que ficar na escuridão

E nas chagas dolorosas

Em que sinto meu corpo fenecer

Vejo raiar o sol do novo dia

Prelúdio da minha evolução

Desta vez conseguirei, Senhor

Porque ainda ontem estava imerso na escuridão

Resgataste-me

E hoje com a tua presença

Retiro-me de onde estava

Para seguir em busca do clarão

Obrigado, Senhor Jesus

Por ser minha candeia

Meu lampião!

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