Modernismo Cristão
- amoreluz228
- 16 de mar. de 2025
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À época da divulgação do Evangelho de Jesus de Nazaré, o Galileu, registrava o Evangelista Lucas a identificação de todos os seus seguidores como cristãos. O exemplo abastado de que tinha demonstrações era o Apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso.
No primeiro trespassar dos anos, para que se efetivasse o Cristianismo Nascente, foi necessário sacrifício e renúncia, eram eles direcionados as arenas para que seus despojos carnais fossem dilacerados pelas feras, erguiam-se em estacas de madeira para que se queimassem vivos. Ser cristão na visão materialista da época era pedir para morrer, sinônimo de loucura, desistência da vida.
Entretanto, as claridades que ora manifestavam-se através da dor, eram apenas o prelúdio das informações esclarecedoras que enunciara Jesus.
Apesar dos primeiros tempos sombrios, avolumava-se o sentimento cristão na sociedade que prezava pelas aquisições fornecidas pelo corpo e o cultivo dos deuses do panteão antigo, em que repetiam palavras vazias e lavradas em sentimentalidade inferior.
A partir de concílios, conciliábulos diversos, tornou-se natural e mais tarde costume, por vezes impositivos, ser cristão.
Exemplos luminosos do Cristianismo Nascente retornavam a carne, para novamente agir em nome d’Ele. Pois, as muitas gentes que povoavam a religião, em verdade, não tinham deixado-se penetrar por seus sublimes conteúdos de elevação moral, de ascensão ao Criador.
Nos dias atuais, há uma grande massa autointitulando-se cristã, sem sequer saberem os postulados que deveriam honrar e seguir.
Esbanja-se qual troféu guardado e empoeirado na prateleira a frase marcante: “Sou cristão e não largo, não abdico minha fé por nada”.
A ignorância ainda campeia nos seios familiares dessas criaturas tão necessitadas de Jesus, sem o ouvirem ou enxergarem.
Não dispõem de tempo para dedicar-se em atividades laboriosas da caridade, todavia, algaraviam-se em festas sem-fim...
A realidade permanece quase a mesma de há dois mil anos, os deuses Prazer, Sedução, Rancor, Ódio, Larápio, Esperto, entre tantos, segue sendo a escolha da criatura que não aprendeu o dever de exercer o autoconhecimento de si e do ser, a essência do que se é, por isso, cresce em sociedade doenças venéreas da alma poluída de atos impensados que a sua consciência ordena corrigir para entrar em consonância com as leis de Deus.
Procura ser exemplo real do cristão que busca melhorar-se e amparar o próximo, recorda das palavras que não podem ser esquecidas do Nazareno Celeste: “Meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem”.
Sê, Espírito!
Sê, Espírita!
Sê, Cristão!




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