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O Resgate - atendimento necessário II

Atualizado: 22 de nov. de 2022

— Irmã Gertrudes, na verdade, não somos rígidos, somos cuidadosos com aqueles que aqui estão, se não para obterem a cura, ao menos para se refazerem das suas dores.

— O senhor então permite que a minha família venha visitar-me?

— Infelizmente não posso autorizar, vamos pensar o seguinte: precisa primeiro curar-se, após refazer-se chegará um entendimento necessário para o teu progredir, então teremos uma conversa sobre a tua família, sempre que sentir a falta deles lembre-se dos bons momentos que vivenciaram, reconforte-se em saber que foi amada por eles e que sempre o será.

— Obrigada, doutor, está certo. Tenho que primeiro, agora, procurar a minha cura, sei que me amam, eles também querem que eu esteja bem.

— Mas diga-me uma coisa, quem é Gertrudes?

— O senhor é engraçado, doutor e bonito também.

— Gertrudes foi feliz, sempre trabalhadora e temente a Deus, cuidou dos filhos sozinha, pois o marido morreu logo cedo. Não estudou muito, sabe ler pouco, mas mesmo com dificuldades cumpriu as obrigações.

— O que faltou a Gertrudes?

— Faltou tempo, para aproveitar mais a vida ao lado dos meus filhos.

— O que Gertrudes conquistou?

— A vida, os filhos, tudo que pude fazer por meus filhos, eu fiz.

— E por você, o que fez?

— Nada, eu não fiz nada! O senhor falando percebo que não fiz nada para mim, fiquei para trás e coloquei os outros na frente, mas é isso que uma mãe deve fazer.

— Nós devemos primeiro cuidar de nós, nos amarmos para então amar o outro. Você poderia ter estudado nas tuas horas vagas, o conhecimento é muito importante para o espírito. Poderia ter se dedicado mais aos necessitados, já que os teus filhos estavam criados.

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