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O Resgate - reconstrução II

Atualizado: 29 de jan. de 2023

— Obrigado de coração, doutor. Que Deus te abençoe! Não se preocupe, eu voltarei para conversarmos.

Ao observar Anastácia afastando-se, Marcílio volta os seus pensamentos para o próximo paciente que está por passar pela porta.

— Bom dia, doutor! Me chamo Bernardo, sou cirurgião cardíaco e estou a espera que dê o seu aval para que minha alta hospitalar seja autorizada. Entenda, somos médicos e como um médico sabe que não podemos deixar os nossos pacientes sem atendimento e eu tenho muitos pacientes a me esperar, então peço que me encaminhe para que eu seja quanto antes liberado.

— Bom dia, Bernardo! Que bom saber que estou diante de um colega da profissão, quisera eu ter este poder de liberar, porém, nobre colega, aqui estou apenas com a missão de te esclarecer! Lembra-se do que o trouxe até aqui?

— Sim, Claro. O acidente, ao qual muitos morreram.

— O que se lembra sobre o acidente?

— A turbina pegou fogo e o avião caiu. Lembro-me de ter acordado e ser colocado em uma maca, porém vi muitos corpos, inclusive corpos queimados, desmembrados, uma verdadeira carnificina. Tive sorte, colega, poderia agora estar morto, mas estou vivo e isto é um milagre de Deus.

— Sem dúvida, a vida é um milagre de Deus. Teu pensamento deve ter ficado confuso, não?

— Sim, olhei ao redor em busca de sobreviventes, porém não havia um sequer.

— Feche teus olhos por um instante, por favor, gostaria de fazer um teste com você.

— Claro.

— Agora, concentre-se. Vamos nos recordar do instante em que acordou e olhou ao redor. O que você viu?

— E muitos corpos, e um em especial me chamou a atenção.

— Por quê?

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